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SOCIALISMO E LUCROS
Panegírico circense!
date_range20/06/2019 às 20:52

A elite que eu amo odiar!

Por: Márcio Rogério Barnardo Matos

A Reforma da Previdência é o toque mágico de Midas que se aprovada, colocará o governo Bolsonaro no ponto mais alto das possibilidades de sucesso, de ganho de poder e de capacidade de continuidade para além de 2022. Isso já tratamos aqui sucintamente e num paralelo temático. A importância política da reforma e sua relevância para a economia e para a população economicamente reduzida ou inativa torna a mesma imprescindível e inadiável.
O ministro Paulo Guedes tem enfrentado uma desumana resistência daqueles partidos e políticos que estão numa aparente condição de oposição; aparente sim, porque o universo dessas pessoas não só nesse debate específico, mas em toda a sua vivência pública é regida por esforços impisitivos direcionados para uma ideologia que lhes captura a individualidade e os manipulam por força maior que seus espíritos para a interpretação de uma persona maior que sua própria pessoalidade. Em síntese, mesmo quando esses indivíduos têm características pessoais de uma determinada forma, o sistema de crenças que a governam ou a impõem governança as faz agir pela forma diametralmente oposta.
Os políticos da esquerda brasileira que publicamente interpretam uma ferrenha oposição à reforma da previdência ou qualquer outra reforma que importe em êxito do governo vigente, mesmo que seja produtor de um ganho para a nação, eles se manifestarão pela contrariedade; e não importam as argumentações se serão grosseiras ou bisonhas, elas terão validade no universo narrativo deles.
A oposição que vemos hodiernamente através dos canais oficiais de notícias e corporações midiáticas que, às vezes nos enfurece ou nos enche da vergonha alheia, desde muito já provaram a ignorância e ausência de compromisso da agenda desses políticos com o Brasil e com os brasileiros.
O aspecto mais alarmante acerca desses embates da política cotidiana está no fato de que a reforma da previdência por exemplo,  é necessária, existe uma sangria a ser contida e posta em extinção, o déficit previdenciário é colossal e crescente, eles têm ciência disso tudo,  já propuseram uma reforma e por conveniência particular não a levaram à frente; os governos Lula e Dilma em suas respectivas épocas ofereceram propostas de reforma que visavam justamente intenções em parte  análogas às do ministro Paulo Guedes e não tiveram força nem probidade para tal embate; hoje então, só uma oposição direcionada à uma corrente política realmente distinta poderia explicar tal deserção e mudança de rumo, mas, não.  Nem mesmo isso basta ou esgota o mistério de luta partdaria e hipocrisia pelo qual a esquerda nacional trafega. Os mesmos políticos que inflamam esse debate nas tribunas e espaços públicos como se contrários fossem à reforma, querem no íntimo que tal proposta seja aprovada. Afinal, num meio de imprevisíveis futuros, podem eles um dia voltar a ocupar o poder, e,  como tal, lhes será necessária uma mínima condição econômica de governabilidade. Da mesma maneira, quando apontam a atual proposta de reforma como benéfica à elites financeiras e ao   1% (um por cento) mais ricos do Brasil, em verdade, constroem um espantalho com o qual eles mesmos se identificam; eles fazem parte desse 1%, eles são esse espantalho no fim das contas. Recentemente, levantamentos feitos acerca das declarações de bens de congressistas que são contrários à reforma, mostram que os mesmos possuem um patrimônio bem superior aos outros 99% da população brasileira, possuem aplicações financeiras em bancos e toda a gama de privilégios que a função pública lhes garante. Ou seja, suas falas refletem pura e simplesmente hipocrisia para um grupo de incautos e desinformados.
Por fim, como aqui mesmo já apontamos, a atuação pública desses congressistas é não mais não menos que aparência e ação interpretativa, pois nos bastidores, onde a vida real os encontra, eles são favoráveis à reforma da previdência, é nos gabinetes de políticos que sobre eles exerce autoridades, gabinetes de governadores de estados e no universo de lideranças dos partidos políticos com possibilidade presidencial, existe a orientação clara de que os debates e as narrativas são livremente aceitas, mas a necessidade de aprovação do tema proposto em si é inquestionável.
É um grande teatro de gênero burlesco. E nós, nós somos a seriedade tratada como grotesco.

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